Resenha At The stroke of Midnight - Jenni Keer
- 4 de mai.
- 3 min de leitura

Um mistério histórico com boas ideias, mas que demora a engrenar
Minha nota: ★★★☆☆
Autora: Jenni Keer
Gênero: Mistério histórico / Ficção histórica / Suspense
Editora: Boldwood Books
Páginas: 384
Ideal para: leitores que gostam de mistério histórico com atmosfera dos anos 1920, segredos de família e histórias com viagem no tempo.
Antes de começar…“Um romance que mistura mistério, viagem no tempo e segredos enterrados no passado — mas que nem sempre consegue manter o suspense vivo.”
Se você gosta de histórias ambientadas nos anos 1920, cheias de casas antigas, segredos familiares e uma pitada de mistério sobrenatural, At the Stroke of Midnight, de Jenni Keer, certamente chama atenção à primeira vista. A premissa é intrigante: uma festa misteriosa, um crime terrível e uma protagonista presa em um loop temporal tentando impedir uma tragédia.
A história se passa em 1923 e acompanha Pearl Glenham, uma jovem que, junto de seu pai, recebe um convite inesperado para uma festa em Highcliffe House, uma mansão na costa de Dorset. O convite vem de um completo estranho, e desde o início há algo fora do lugar. Seu pai insiste que não tem relação com os anfitriões, mas logo fica claro que há segredos do passado que ele prefere manter enterrados.
Durante a festa, Pearl percebe tensões estranhas entre os convidados, pequenas pistas de que algo está prestes a acontecer. Em meio a essa atmosfera cheia de mistério, ela acaba explorando os arredores da casa e descobre uma caverna próxima à mansão, onde encontra um objeto misterioso que mudará tudo.
A partir desse momento, a narrativa entra em um território mais fantástico: após um incêndio devastador na casa, Pearl se vê presa em um loop temporal, revivendo o mesmo dia repetidamente. Cada repetição traz novas pistas sobre o que realmente aconteceu e quem está por trás do crime.
A ideia, em teoria, é ótima. Mistério clássico, viagem no tempo e uma investigação que se desenrola aos poucos, ingredientes que prometem uma leitura envolvente. O problema é que, na prática, o livro acaba tropeçando no ritmo.
O que funciona (e o que não funciona)
Apesar da ambientação charmosa e do clima clássico de mistério à la Agatha Christie, a narrativa de At the Stroke of Midnight se mostra bastante arrastada. O começo demora muito para engatar, e grande parte do desenvolvimento se perde em repetições que não acrescentam tanto quanto poderiam.
Como o enredo gira em torno de reviver o mesmo dia várias vezes, era de se esperar que cada nova tentativa trouxesse revelações impactantes. Mas muitas dessas repetições acabam soando longas demais e, em alguns momentos, a leitura perde o fôlego.
Outro ponto é que, conforme as peças do quebra-cabeça começam a se encaixar, o mistério se torna previsível. Para quem já leu muitos romances do gênero, é possível perceber cedo demais para onde a história está caminhando o que diminui um pouco o impacto das revelações finais.
Pearl é uma protagonista interessante, especialmente por sua curiosidade e determinação em entender o que aconteceu naquela noite. Ainda assim, faltou um pouco mais de profundidade emocional para que a gente realmente se sentisse conectada à jornada dela.
Vale a leitura?
Mesmo com esses tropeços, o livro ainda pode agradar leitores que gostam de mistérios históricos com um toque de fantasia. A ambientação dos anos 1920 é bem construída e a premissa do loop temporal adiciona um elemento diferente à investigação.
Mas, no meu caso, a leitura acabou ficando um pouco morna. A história tinha muito potencial, principalmente com a mistura de mistério clássico e viagem no tempo, porém o ritmo lento e a previsibilidade tiraram parte do impacto que ela poderia ter.
No fim, At the Stroke of Midnight é daqueles livros que têm uma boa ideia no coração da história, mas que poderiam ter sido muito mais envolventes com um ritmo mais afiado.
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