Resenha Fora do pote - Deborah Marcero
- 2 de mar.
- 2 min de leitura

Um livro infantil sobre emoções que precisam respirar
Minha nota: ★★★★☆
Autora: Deborah Marcero
Tradução: Fabrício Valério
Gênero: Literatura infantil
Editora: VR Editora
Páginas: 40
Ideal para: crianças que estão aprendendo a nomear sentimentos, famílias que desejam conversar sobre emoções e educadores que buscam livros infantis sobre sentimentos e autoconhecimento.
Antes de começar… “Tem sentimentos que a gente tenta guardar bem fechadinhos… mas eles sempre encontram um jeito de escapar.”
Tem livro infantil que é delicado como aquarela, e Fora do pote, de Deborah Marcero, é exatamente assim. Uma história aparentemente simples, mas que abre espaço para conversas gigantes sobre emoções, repressão e acolhimento.
Conhecemos Leocádio, um coelhinho sensível que não gosta de se sentir triste, irritado ou com medo. Então ele tem uma ideia brilhante (ou pelo menos ele acha que é): começa a guardar cada um desses sentimentos dentro de potes. Tristeza? Pote. Raiva? Pote. Medo? Outro pote. Ele organiza tudo como se estivesse colocando ordem no caos, e por um tempo parece funcionar.
Só que a vida acontece.
Quando Leocádio enfrenta dificuldades na escola e precisa lidar com situações desconfortáveis, os potes começam a se acumular. E junto com eles, algo vai ficando pesado por dentro. Até que ele resolve guardar também a alegria. E aí vem o ponto mais sensível do livro: quando tentamos silenciar o que dói, corremos o risco de silenciar também o que nos faz felizes.
A grande virada acontece quando Leocádio percebe que não dá para viver de emoções engarrafadas. Ao permitir que seus sentimentos saiam “fora do pote”, ele descobre que a vida é mais colorida quando é sentida por inteiro.
As ilustrações são suaves e simbólicas, reforçando a mensagem com cores que acompanham o estado emocional do personagem. É um livro infantil sobre sentimentos que trabalha educação emocional de forma acessível, sem didatismo pesado, mas com profundidade.
Dou 4 estrelas porque é uma leitura sensível e necessária, especialmente para crianças que estão aprendendo que sentir não é fraqueza, é humanidade. Talvez eu tenha sentido falta de um pouco mais de desenvolvimento em algumas situações, mas a mensagem é potente e chega onde precisa chegar.
Esse é o tipo de livro que vale ser lido devagar, com pausa para conversa. Porque emoção guardada demais vira peso. E criança precisa aprender que pode sentir, tudo.
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