Resenha Three Mothers - Hannah Beckerman
- 4 de fev.
- 2 min de leitura

Quando a maternidade expõe tudo o que somos
Minha nota: ★★★★☆
Autora: Hannah Beckerman
Gênero: Ficção contemporânea
Editora: HarperCollins
Páginas: 352
Ideal para: quem gosta de romances contemporâneos centrados em relações humanas, maternidade real (sem romantização excessiva), amizade feminina e conflitos emocionais profundos.
Antes de começar…“Foi um livro que me atravessou com delicadeza, mas sem pedir licença — desses que vão abrindo camadas da gente enquanto contam a história de outras mulheres.”
Three Mothers, de Hannah Beckerman, é um romance que fala baixo, mas diz muito. A história acompanha três mulheres — Abby, Miranda e Laure — ligadas por uma amizade construída ao longo dos anos e, principalmente, pela experiência da maternidade. O ponto de partida é simples, quase cotidiano: seus filhos adolescentes estão chegando a uma fase decisiva da vida. Mas é justamente aí que tudo começa a se complicar.
Cada uma dessas mães carrega suas próprias dores, inseguranças e escolhas difíceis. Abby tenta lidar com a sensação de perda de controle sobre o filho e sobre si mesma. Miranda enfrenta o peso das expectativas e das aparências, enquanto Laure guarda segredos que insistem em vir à tona. À medida que os conflitos dos filhos se intensificam, as estruturas emocionais dessas mulheres começam a rachar — e nada fica realmente escondido por muito tempo.
O grande acerto do livro está na forma como Hannah Beckerman constrói essas personagens: humanas, falhas, exaustas e profundamente reais. Não há mães perfeitas aqui, e isso é libertador. A narrativa alterna pontos de vista com fluidez, criando uma leitura envolvente, que prende mais pelo impacto emocional do que por grandes reviravoltas.
É um romance sobre maternidade, sim, mas também sobre amizade, culpa, amor, medo e identidade. Sobre quem somos quando os filhos crescem e começam a seguir caminhos que não podemos controlar. E sobre o quanto nossas próprias feridas influenciam a forma como cuidamos — e nos relacionamos.
Não é um livro de respostas fáceis. É um livro de incômodos necessários. Daqueles que fazem a gente fechar a última página pensando: “isso poderia ser comigo”.
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