Resenha Good Joy, Bad Joy - Mikki Brammer
- Mih Moraes

- há 7 dias
- 2 min de leitura

O inesperado da alegria — descobrir que a vida ainda pode surpreender depois dos 80
Minha nota: ★★★★☆
Autor: Mikki Brammer
Gênero: Ficção contemporânea / Literatura geral
Editora: St. Martin’s Press (EUA)
Páginas: 320
Ideal para: quem ama histórias de amizade duradoura, descobertas tardias e personagens que nos lembram do valor de viver de verdade
Antes de começar…“Às vezes a vida segura você no banco de trás até que uma boa amizade te arraste para o volante — e aí é que a aventura começa.”
O livro acompanha Joy Bridport, uma mulher de mais de oitenta anos que passou a vida inteira obedecendo às regras: esposa dedicada, mãe atenciosa, vizinha presente numa pequena cidade do Vale do Hudson. Tudo muda quando ela descobre que sua melhor amiga de décadas, Hazel, tem poucos meses de vida e vive cada momento com uma audácia que Joy jamais ousou sentir.
A partir daí, Brammer nos arrasta por uma jornada doce-amarga sobre o que significa realmente viver. A princípio, as “rebeliões” de Joy são pequenas — um gesto impulsivo aqui, uma ousadia ali — mas elas crescem e a levam a situações tão divertidas quanto complicadas (como um ou outro crime bobo que ela jamais imaginou cometer).
O que mais me tocou foi como essa narrativa transforma o ordinário em extraordinário. Joy é uma protagonista que conquista pela honestidade: sua voz é gentil, reflexiva e cheia de humor sutil. A amizade com Hazel, que dura décadas, é o coração pulsante da história — uma lembrança constante de que os laços humanos têm o poder de nos transformar mesmo quando pensamos que tudo já foi definido.
Não é só sobre envelhecer — é sobre ter coragem para mudar, para desafiar expectativas e, sim, para rir de si mesmo no processo. A escrita de Brammer é bonita sem ser piegas, sensível sem ser lenta, equilibrando momentos emocionais profundos com pitadas de leveza e alegria inesperada.
No meu caso, dei 4 estrelas porque — ainda que essa história seja um abraço apertado no coração — senti falta de um arco ainda mais profundo para personagens secundários que mereciam mais atenção. Mas isso não diminui o quão especial essa leitura foi: um lembrete de que não existe idade para começar de novo, para amar mais fundo ou para inventar um “Bad Joy” que nos tire do lugar comum.
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