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O Mundo Superior | Resenha ☆☆☆☆☆

  • 15 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Sabe aquele livro que te pega de surpresa? Que começa parecendo uma coisa e, de repente, te joga num portal de possibilidades que misturam ciência, afeto, racismo estrutural e o peso das escolhas? Pois é. "O Mundo Superior" fez isso comigo. E fez bonito.


Livro O mundo superior

Femi Fadugba escreve como quem quer abrir portais — não só no tempo e no espaço, mas na mente da gente. A história se passa em Londres, mas poderia ser em qualquer periferia do mundo onde jovens negros enfrentam a constante luta entre sobreviver ou sonhar. O protagonista, Esso, é um desses jovens. Tem aquela carga de dor e conflito que a gente reconhece de longe — mas o autor vai além do clichê. Ele não romantiza, ele humaniza.


Esso se vê envolvido numa treta pesada, no limite da vida e da morte, quando conhece Rhia — uma jovem que ama boxe e tem seus próprios fantasmas. A amizade entre eles é improvável, mas necessária. E aí vem o detalhe que transforma tudo: viagens no tempo.


Mas não espere uma ficção científica fria e cheia de termos difíceis. Fadugba é físico, sim, mas escreve com a alma. Ele traduz a teoria quântica em emoção, em escolhas reais, em perguntas profundas: E se você pudesse mudar o passado? E se o futuro já estivesse escrito? O que, afinal, é o livre-arbítrio para um corpo preto num mundo que insiste em negar seus caminhos?


O livro é carregado de tensão, humanidade e aquele toque de esperança que não grita, mas sussurra: Você importa. Sua vida importa. Seu futuro importa.


Como mulher negra, mãe, avó, artista e observadora desse mundo cheio de camadas, O Mundo Superior me atravessou. Vi nele uma ode à juventude preta, ao poder da ciência como ferramenta de liberdade e à força dos laços que criamos para resistir e reexistir.


É leitura pra quem curte ficção, mas quer mais que entretenimento — quer se reconhecer, se desafiar e talvez, só talvez, começar a ver o tempo como um aliado, não um inimigo.


Frase que ficou comigo:"O futuro é uma equação. Mas a solução… essa é toda sua."


Dicas da Mih

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Clássico da ficção científica afrofuturista. Uma mulher negra é transportada do presente para o passado escravocrata dos EUA. É intenso, necessário e te vira do avesso.


Uma jovem negra presencia o assassinato de seu melhor amigo por um policial. A história é forte, tocante, e fala sobre ativismo, juventude e voz.


Uma fantasia épica africana com elementos de magia ancestral, opressão política e resistência jovem. Zélie, a protagonista, luta para restaurar a magia em um reino onde ela foi brutalmente extinta.


Aqui o buraco da ficção científica é mais nerd, mas ainda super acessível. A trama envolve memórias alteradas, múltiplas linhas do tempo e dilemas de identidade. Um thriller intenso com coração.



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