Resenha Coisas óbvias sobre o amor de Elayne Baeta
- Mih Moraes

- 14 de jan.
- 2 min de leitura

O que torna o amor impossível… e inegavelmente inevitável
Uma continuação que estica os nós do coração até estourarem de tão belos.
Minha nota: ★★★★★
Autora: Elayne Baeta
Gênero: Romance contemporâneo / Young Adult
Editora: Galera Record
Páginas: 644
Ideal para: quem se apaixonou por O amor não é óbvio, ama narrativas LGBTQ+ sensíveis e histórias de reencontro que cheiram a nostalgia e chá quente.
Antes de começar… “Às vezes as coisas mais óbvias são aquelas que a gente mais tenta ignorar — até que o coração grita alto demais.”
Se O amor não é óbvio te marcou, prepare o coração: Coisas óbvias sobre o amor é aquela sequência que chega sorrateira como brisa fria e te abraça como o calor da casa de São Patrique.
Três anos depois do fim com Íris Pêssego, Édra Norr vive em Montana, numa rotina gelada, faculdade, trabalho de entregar comidas brasileiras e um esforço constante de seguir em frente. O sol laranja de São Patrique parece outro mundo — assim como o amor que ficou lá.
A narrativa sabe ser doce sem ser açucarada e profunda sem ser pretensiosa. Ver Édra tentar construir uma nova vida, lidar com Pilar — uma garota que acende coisas bonitas nela — e ainda carregar a saudade do que foi com Íris é um exercício de empatia pura. Quando um convite inesperado a puxa de volta para casa como madrinha de casamento, tudo que parecia resolvido começa a reverberar com intensidade.
Isso aqui é mais que um romance YA: é olhar para as feridas e perceber que elas continuam vivas não porque não cicatrizam, mas porque guardam histórias importantes. Você vai rir, suspirar e talvez até derramar uma lágrima na mesma página. A autora faz isso com uma naturalidade encantadora, sem romantizar sufoco emocional, mas abraçando a coragem que existe em amar alguém—e a si mesmo ao mesmo tempo.
Se fosse uma trilha sonora, seria uma mistura de pôr do sol em dia frio com música que te lembra um amor antigo — familiar, dolorosamente bonito e impossível de ignorar. A escrita de Baeta é fluida e cheia de nuances que conversam diretamente com quem já sentiu saudade de si mesmo num lugar que não existe mais.
Para quem ama histórias que celebram afetos, reencontros e lembranças, este livro merece ser relido. É óbvio? Talvez para quem viveu.
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