Resenha Minha melhor parte de Hannah Bonam-Young
- Mih Moraes

- 14 de jan.
- 2 min de leitura

Um romance que fala de amor, cuidado e recomeços possíveis
Minha nota: ★★★★☆ 🖤
Autora: Hannah Bonam-Young
Gênero: Romance contemporâneo
Editora: Globo livros
Páginas: 352
Ideal para: quem ama romances emocionais, personagens adultos lidando com vulnerabilidades reais, relações construídas com cuidado e histórias que acolhem.
Antes de começar…“Foi um daqueles livros que me lembrou que amar também é aprender a ficar — inclusive quando é difícil.”
Minha melhor parte, da autora Hannah Bonam-Young, é aquele tipo de romance que chega devagar, se instala no peito e, quando você percebe, já está emocionalmente envolvida demais para sair ilesa. E tudo bem — alguns livros nasceram justamente para isso.
Aqui acompanhamos Winnie, uma mulher que carrega cicatrizes emocionais profundas e tenta reconstruir sua vida com o pouco de estabilidade que conseguiu conquistar. Do outro lado está Bo, um homem gentil, cuidadoso e surpreendentemente paciente, que desafia o estereótipo do par romântico frio ou inacessível. Ele é presença, escuta e constância — três coisas raras e preciosas.
O encontro entre os dois não é explosivo nem imediato. O romance se constrói no cotidiano, nas conversas atravessadas por silêncios, nos gestos pequenos que dizem muito. Hannah Bonam-Young escreve sobre amor com delicadeza, mas sem romantizar dor. Aqui, traumas não são resolvidos com beijos mágicos, e sentimentos exigem tempo, diálogo e responsabilidade emocional.
Um dos grandes méritos do livro é tratar temas sensíveis — como abandono, medo de dependência emocional e insegurança — com respeito e humanidade. Minha melhor parte fala sobre escolher amar mesmo quando o passado insiste em gritar, e sobre permitir que alguém veja suas partes menos organizadas sem sair correndo.
Não é um romance apressado, nem feito para quem busca apenas tensão dramática. É uma história sobre amadurecimento afetivo, sobre aprender a dividir espaço e sobre descobrir que amar alguém não significa desaparecer de si.
Terminei a leitura com o coração aquecido e aquela sensação rara de ter acompanhado pessoas reais, não personagens artificiais. Por isso, as quatro estrelas vêm com carinho — e com espaço reservado no hall dos favoritos.
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